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60 • capítulo 3

Para ajudar nesta análise, gostaria de apresentar alguns dados estatísticos

sobre as redes sociais atualmente.

Segundo o site Socialnomics (BBC BRASIL, 2012), o Facebook ultrapassou

o número de 1 bilhão de usuários (número muito maior que a população de

vários países juntos, incluindo o Brasil) e, dentro desse número, em média uma

pessoa gasta cerca de 6 horas por mês “dentro” do Facebook.

As redes sociais são usadas basicamente para entretenimento pessoal, po-

rém é excelente para as empresas divulgarem produtos e serviços. Além disso,

muitas redes sociais possuem APIs, as quais permitem que as empresas desen-

volvam formas de integração com seus sistemas integrados ou de comércio ele-

trônico. Enfim, é uma grande possibilidade de negócio.

CONEXÃO

Conheça um pouco algumas APIs dos principais sites:

Google Maps: <https://developers.google.com/maps/>. É possível encontrar muitas formas

de embutir os mapas do Google em aplicações desenvolvidas pelos programadores.

Facebook: <http://developers.facebook.com/>. Possibilita que os programadores integrem

seus sistemas ao Facebook.

Java API: <http://docs.oracle.com/javase/7/docs/api/index.html. API> da linguagem Java.

Por meio desta API, os programadores podem escrever diversos tipos de aplicações para

diferentes plataformas.

Twitter: <https://dev.twitter.com/>. Com esta API é possível conhecer as formas de integra-

ção do Twitter com outras aplicações.

Portanto, perante esses dados, as empresas não podem de forma nenhuma

descartar a entrada no mundo digital. Trata-se de um posicionamento estraté-

gico e de sobrevivência. Mas resta saber se as empresas estão preparadas atual-

mente para esta mudança.

A entrada no mundo digital significa repensar os processos, os relaciona-

mentos com fornecedores, com clientes, a tecnologia usada internamente,

as pessoas e seu grau de relacionamento com essa nova realidade, enfim, um

novo paradigma.

A tecnologia ainda é um campo inexplorado para alguns gerentes e estes, se

não entenderem devidamente os benefícios e possibilidades que ela oferece,

certamente serão obstáculos para o avanço nesta área. Cabe ao gestor de TI in-

tervir neste difícil processo.

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Esta mudança de paradigma que deve acontecer nas empresas está relacio-

nada com uma divisão sugerida por KALAKOTA & ROBINSON (2002) em perío-

dos do e-commerce:

• Primeira etapa (1994-1997): o que ocorreu foi uma corrida das empresas

para garantir sua presença na Internet. De uma certa forma, não impor-

tava como seria o relacionamento pós-contato com o cliente ou interes-

sado, o importante era estar presente na Internet!

• Segunda etapa (1997-2000): o foco foi as transações eletrônicas: com-

prar e vender na Internet. Porém, um problema muito sério ocorreu

nesta época e várias empresas “.com” acabaram por desaparecer após

o “boom” inicial da Internet. Como já vimos na disciplina de Sistemas

de Informações, não basta ter um bom sistema de venda sem que exista

uma estrutura de supply chain suficientemente preparada para suprir as

demandas de clientes e usuários.

• Terceira etapa (2000-até hoje): o foco desse período está relacionado com

a lucratividade. Uma vez que as empresas “.com” suportaram as crises

anteriores, a meta agora é saber como a Internet afeta a lucratividade.

Isto afeta não apenas a parte de compra e venda (e-commerce), mas todos

os processos envolvidos nesta tarefa, inclusive os processos de retaguar-

da, também chamados de back office.

Como já foi comentado, as apessoas estão cada vez mais conectadas e é na-

tural que essa vida on-line seja explorada pelas empresas e atividades como o

e-business e e-commerce tomem força e ganhem outras proporções. Por outro

lado, com o avanço da tecnologia, muitos elementos tecnológicos que funda-

mentam as atividades digitais ficam mais baratos e acessíveis para as empresas

que querem entrar nesse ramo ou mesmo expandir o que já existe.

Essa nova economia trouxe novos tipos de negócios e organizações, e con-

sequentemente a forma de lidar com esse novo contexto fez com que apareces-

sem novos modelos de negócio.

Rappa (2010) fez uma taxonomia (classificação) envolvendo os tipos de mo-

delos de negócio desse novo cenário. Porém, temos de tomar cuidado com um

detalhe: esta área é muito volátil. Embora o trabalho de Rappa seja muito in-

teressante e é um dos poucos que faz essa classificação, novos modelos têm

aparecido, os quais não foram contemplados na taxonomia proposta por ele.

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Os links a seguir estão relacionados com a parte de carreira e possuem várias dicas:

• <http://carreiradeti.com.br/>

• <http://www.profissionaisdetecnologia.com.br/blog/>

• <http://ogestor.eti.br/>

• <http://computerworld.com.br/carreira/ >

• <http://info.abril.com.br/corporate/>

• <http://idgnow.uol.com.br/>

• <http://www.michaelpage.com.br/>

Não deixe de ler os códigos de ética da ACM e SBC que estão listados nas referências deste

capítulo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Machinery - About, 1992. Disponível em: <http://www.acm.org/about/code-of-ethics>.

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em: <http://www.brasscom.org.br/brasscom/Portugues/detNoticia.

php?codNoticia=44&codArea=2&codCategoria=26>. Acesso em: 3 maio 2014.

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Disponível em: <www.isaca.org>. Acesso em: 10 nov. 2012.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GOVERNANÇA CORPORATIVA. Instituto Brasileiro

de Governança Corporativa. Disponível em: <http://www.ibgc.org.br/Secao.

aspx?CodSecao=17>. Acesso em: 10 nov. 2012.

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AboutITIL/WhatisITIL.aspx>. Acesso em: 10 nov. 2012.

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120 • capítulo 5

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br/economia/noticias/2012/03/07/setor-de-ti-e-o-que-mais-cresce-no-brasil-aponta-

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MASIERO, P. C. Ética em computação. São Paulo: EDUSP, 2000.

MURUGESAN, S. Harnessing green IT: Principles and practices. IT Professional, v. 10, n. 1,

2008.

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de Computação, 2013. Disponível em: <http://www.sbc.org.br/images/pdf/02.codigo_de_

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em: <www.tiinside.com.br/29/10/2012/gastos-com-ti-devem-crescer-6-em-2013-no-

brasil/ti/308262/news.aspx>. Acesso em: 3 maio 2014.

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org/wiki/Tecnologia_da_informa%C3%A7%C3%A3o>. Acesso em: 3 maio 2014.

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