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TitleGuia de Especialidades MEDCEL 2013
TagsEarth & Life Sciences Biology Wellness Health Sciences
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Page 1

GUIA DE
ESPECIALIDADES

Page 2

Organizadores:

Atí lio G. B. Barbosa
Sandriani Darine Caldeira

Débora de Alencar Soranso
Fernanda Antunes Oliveira

Victor Ales Rodrigues

2013
Proibida a reprodução total ou parcial.

Os infratores serão processados na forma da legislação vigente.
Direitos exclusivos para a língua portuguesa licenciados

à Medcel Editora e Eventos Ltda.
Av. Paulista, 1776 - 2º andar - São Paulo - Brasil

www.medcel.com.br
(11) 3511 6161

ISBN 978-85-7925-390-4

Produção Editorial: Fáti ma Rodrigues Morais - Viviane Salvador
Coordenação Editorial e de Arte: Martha Nazareth Fernandes Leite
Projeto Gráfi co e Diagramação: Fáti ma Rodrigues Morais
Arte: Thiago Vanderlinde
Assistência Editorial: Denis de Jesus Souza
Edição de Texto e Imagens: Tati ana Takiuti Smerine
Revisão Final: Henrique Tadeu Malfará de Souza
Revisão: Hélen Xavier - Isabela Biz - Leandro Marti ns - Lívia Stevaux - Luiz Filipe Armani -
Mariana Rezende Goulart
Serviços Editoriais: Andreza Queiroz - Eliane Cordeiro - Luan Vanderlinde - Vanessa Araújo

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- Manter boa relação com as outras especialidades médicas, as-
sim como com os profi ssionais de outras áreas;

- Saber manusear os equipamentos laboratoriais e interpretar
seus resultados;

- Ter paciência para avaliar com cautela os achados microscópi-
cos e reavaliá-los, caso seja necessário;

- Buscar sempre estar atualizado diante das pesquisas em sua
área de atuação.

4. Situação atual e perspectivas

A Anatomia Patológica é uma área de extrema necessi-
dade por ser uma das principais bases diagnósti cas de neo-
plasias que acometem uma grande parte da população.

A Patologia Clínica, por ser a área de diagnósti cos labora-
toriais, é de suma necessidade para a elucidação diagnósti ca
e o acompanhamento de tratamentos.

Ambas são áreas de constante crescimento e estudos,
visando à precocidade e à rapidez nos diagnósti cos.

5. Estilo de vida

São campos de atuação profi ssional que possibilitam
melhor qualidade de vida, pois trabalham em locais mais
tranquilos, distantes do estresse dos corredores hospitala-
res. E, mesmo a carga horária sendo extensa, podem optar
por não trabalhar como plantonistas noturnos, o que possi-
bilita manter boa qualidade de vida.

6. Subespecialidades

A patologia clínica possui áreas de atuação específi cas
como:

- Química Clínica;
- Hematologia, Imuno-Hematologia e Hemoterapia;
- Imunologia;
- Microbiologia (bactérias, fungos, vírus);
- Parasitologia;
- Uranálise;
- Biologia Molecular;
- Genéti ca Médica.

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1. Introdução

Até o século XIX, muitas crianças faleciam devido à falta
de entendimento, higiene, diagnósti co e tratamento infanti l.
No fi nal desse século, iniciou-se a criação de algumas especia-
lidades médicas, dentre elas a Pediatria. A insti tucionalização
da área foi difí cil, pois não se compreendia a diferença entre
a medicina voltada para o adulto e a medicina voltada para a
criança. Para a criação da especialidade, foi defendido que as
crianças necessitavam de uma semiologia e de um tratamen-
to para suprir todas as singularidades e fragilidades infanti s.

Para especializar-se em Pediatria, o acesso é direto e tem
a duração de 2 anos.

Residência Médica

Entrada Acesso direto.

Duração 2 anos.

Rodízio nas áreas

- Unidade de Internação Geral;
- Ambulatório;
- Urgência e Emergência;
- Neonatologia;
- Unidade de Internação;
- Unidade de Terapia Intensiva Pedi-
átrica/Neonatal;
- Cursos obrigatórios: Atenção Pe-
rinatal (binômio mãe–feto e reani-
mação neonatal), Treinamento em
Aleitamento Materno, Controle de
Infecção Hospitalar, Controle de Do-
enças Imunopreveníveis, Prevenção
de Acidentes na Infância e na Ado-
lescência, Crescimento e Desenvol-
vimento e Atenção a Saúde do Ado-
lescente.

Média de vagas no país

1.074:
- Norte: 48;
- Nordeste: 162;
- Centro-Oeste: 107;
- Sul: 161;
- Sudeste: 596.

2. Áreas de atuação

A Pediatria cuida das crianças desde o período neonatal
até a adolescência. Além do tratamento, precisa haver um
bom entendimento com a família, para poder aconselhar
sobre como devem ser os hábitos alimentares e de vida da
criança e ter uma boa infl uência na adesão ao tratamento.
O pediatra trabalha com puericultura, desenvolvendo a pre-
venção e o acompanhamento de todos os sistemas, e pode
trabalhar na área curati va, aplicando técnicas de tratamen-
tos das mais diversas e fazendo pesquisas para métodos que
desenvolvam mais rapidamente os diagnósti cos. O campo
de prestação de serviço pode abranger clínicas, consultórios,
hospitais e ambulatórios tanto parti culares quanto públicos.

3. Vantagens e difi culdades

As principais difi culdades que o pediatra sofre, no início
da carreira, são a princípio pela falta de experiência, fato co-
mum entre qualquer recém-formado, por não possuir inti -
midade com os familiares da criança e pela difi culdade de
escolher a especialidade ou a subespecialidade dentro da
Pediatria. O que é grati fi cante ao pediatra é poder observar
a melhora do seu paciente, pois a criança transparece ver-
dadeiramente o que está senti ndo, e quando está doente
fi ca totalmente indisposta, gerando um enorme mal-estar
em todos que a cercam. Porém, ao se recuperar, logo volta
a brincar e a sorrir. Outra vantagem é a grande possibilidade
de empregos e variedade de subespecialidades.

O que o tornará um bom pediatra?

- Ser atencioso com a criança e com os familiares;

- Ter facilidade de lidar com pessoas;

- Ser bom observador;

- Ser paciente.

PEDIATRIA
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1. Introdução

A cirurgia videolaparoscópica consti tui-se em uma su-
bespecialização da Cirurgia Geral, conhecida como cirurgia
avançada ou R3 de Cirurgia Geral. O cirurgião é preparado
para realizar cirurgias minimamente invasivas empregando
a videolaparoscopia, que consiste em uma moderna técnica
cirúrgica, permiti ndo a abordagem da cavidade abdominal
para a realização de diversos procedimentos, sem a neces-
sidade de grandes incisões cirúrgicas, pois se uti lizam de 3
ou 4 trocartes para a passagem de pinças para a realização
da cirurgia.

Existem diversas indicações para a videolaparoscopia.
Essa técnica pode ser usada para fi ns diagnósti cos ou tera-
pêuti cos. Com a evolução tecnológica e o crescente desen-
volvimento de habilidades cirúrgicas em Videolaparosco-
pia, atualmente as indicações consagradas em Ginecologia
incluem investi gação de dor pélvica crônica, endometriose
pélvica e abdominal, exérese de lesões ovarianas, trata-
mento de hidrossalpinge, lise de aderências, ooforectomia,
salpingectomia, tratamento de gestação ectópica, laquea-
dura tubária, histerectomia total videolaparoscópica, mio-
mectomia laparoscópica e tratamento cirúrgico de disto-
pias genitais.

Com o aprimoramento da técnica cirúrgica videolaparos-
cópica, diversos procedimentos abdominais já podem ser
realizados, como a colecistectomia, apendicectomia, esple-
nectomia até cirurgias bariátricas e anastomoses intesti nais.

O tempo de recuperação esti mado após uma cirurgia vi-
deolaparoscópica é de aproximadamente 7 a 14 dias. Esse
prazo difere do período de 30 a 40 dias atribuído aos pro-
cedimentos realizados por via laparotômica convencional.
Além disso, os sintomas são signifi cati vamente menores, mi-
nimizando a necessidade de analgésicos, anti -infl amatórios
e anti bióti cos no período pós-operatório. Em geral, há alta
hospitalar em menor intervalo de tempo, com menores ris-
cos e redução dos custos hospitalares.

Residência Médica

Entrada Pré-requisito: Cirurgia Geral.

Duração 1 ano.

Média de vagas no país

50:
- Norte: 5;
- Nordeste: 16;
- Centro-Oeste: 1;
- Sul: 7;
- Sudeste: 21.

2. Áreas de atuação

O cirurgião videolaparoscópico atua em consultórios
realizando atendimento de pacientes que necessitem de
intervenção cirúrgica e analisam se o procedimento pode
ser realizado por vídeo ou por via laparotômica. Além dis-
so, trabalham em hospitais realizando cirurgias eleti vas,
realizando o pré e pós-operatório dos submeti dos a esse
procedimento.

3. Vantagens e difi culdades

As vantagens proporcionadas pela cirurgia videolapa-
roscópica são a atuação em cirurgias menos invasivas, e,
a cada cirurgia, há um acréscimo na experiência do cirur-
gião, o que proporciona o aperfeiçoamento da técnica. O
acompanhamento dos pacientes também é mais tranqui-
lo, pois a maior parte evolui bem e com menor tempo de
internação.

As difi culdades encontradas giram em torno da limitação
da disponibilidade do instrumental videolaparoscópico den-
tro dos hospitais, impossibilitando o profi ssional de atuar.
Isso acaba fazendo que ele precise atuar em prontos-socor-
ros através de plantões.

VIDEOLAPAROSCOPIA
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O que o tornará um bom cirurgião videolaparoscópico?

- Dominar a técnica de operar com o auxilio do vídeo;

- Ser criati vo, detalhadamente orientado e cobrar de si mesmo
alto padrão de postura;

- Permanecer relaxado e confi ante sob a técnica empregada;

- Ter óti ma destreza manual;

- Ter atenção redobrada frente aos casos;

- Ter domínio sobre os procedimentos empregados.

4. Situação atual e perspectivas

A cirurgia videolaparoscópica é uma área com excelente
perspecti va, somado ao aperfeiçoamento técnico e de ins-
trumentais que fazem desse procedimento um dos mais es-
tudados na área médica. As vantagens decorrentes são pro-
missoras, e a práti ca tem mostrado que os pacientes obtêm
bons resultados na recuperação.

5. Estilo de vida

A atuação desse profi ssional, de maneira eleti va e em
hospitais que oferecem boa qualidade de materiais, pro-
porciona atuação médica mais eleti va, o que lhe permite
a possibilidade de se programar em sua vida profi ssional e
pessoal, podendo desfrutar de maior comodidade, sem ne-
cessitar trabalhar em serviços de emergência. Porém, como
essa não é a realidade de muitos hospitais, esse profi ssional
acaba tendo de trabalhar como plantonista em muitos luga-
res para proporcionar estabilidade à família.

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