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Costa, Rutácio O. Curso de Bombeio Mecânico. Petrobras, 2008

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1 INTRODUÇÃO1 INTRODUÇÃO

Para a produção de petróleo é necessário, antes de tudo, descobrir o campo

potencialmente produtor através de estudos geológicos e sísmicos. Posteriormente,

um poço atravessando uma ou mais zonas potencialmente portadoras de

hidrocarbonetos deve ser perfurado. Durante a perfuração é possível confirmar a

presença de óleo. Neste caso o poço deverá ser revestido. O espaço entre o

revestimento de aço e as paredes do poço é preenchido com cimento para garantir o

perfeito isolamento entre as formações.

Fig. 1-1 Poço canhoneado e amortecidoFig. 1-1 Poço canhoneado e amortecido

Uma vez identificado o intervalo produtor, já com o poço cheio de fluido de

completação, realiza-se a operação de canhoneio que consiste em disparar uma

carga explosiva que atravessa o revestimento e o cimento, penetrando na formação.

Com isso, a formação produtora comunica-se com o interior do poço (Fig. 1-1). O

Cimento Revestimento

Formação
Produtora Canhoneados

Fluido de
Completação

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fluido de completação deixado no interior do poço é cuidadosamente dimensionado

para que não haja fluxo de fluidos da formação para o poço e seja praticamente

desprezível o fluxo do poço para a formação. Diz-se, então, que o poço se encontra

amortecido.

Testes de formação e simuladores numéricos podem definir a viabilidade da

elevação natural de petróleo, situação em que a pressão no reservatório é suficiente

para elevar o petróleo até a superfície numa vazão comercial, ao se substituir o

fluido de completação no interior da coluna de produção por fluido menos denso,

oriundo da formação produtora. Neste caso, o poço será equipado para surgência

(Fig. 1-2).

Fig. 1-2 Poço Fig. 1-2 Poço equipado para surgênciaequipado para surgência

O método de elevação mais simples e econômico, sem dúvida, é a produção

por surgência, a qual requer do reservatório grande quantidade de energia

armazenada na forma de pressão. Porém, nem sempre a energia disponível é

CimentoRevestimento

Formação
Produtora Canhoneados

Packer

Tubulação de
Produção

Óleo

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A unidade de bombeio balanceada a ar emprega ar comprimido para

contrabalancear as cargas do poço permite o fácil balanceamento e é, em geral,

utilizada em poços de alta vazão e alta profundidade.

Para especificar completamente a unidade de bombeio são necessárias

informações adicionais como o tamanho da polia do redutor, o efeito de

contrabalanceio e os acessórios requeridos.

A unidade de bombeio mecânico de longo curso com mecanismo de

acionamento mecânico por correias é conhecida pela marca Rotaflex.

Esta unidade foi desenvolvida para atender poços profundos, de alta vazão,

ou poços com alto índice de falhas.

O curso desta unidade pode chegar a 306 polegadas e foi projetada para

trabalhar com baixas freqüências de bombeio.

Velocidades mais baixas e cursos maiores geralmente resultam em menores
cargas dinâmicas, expondo a coluna de hastes a menor número de ciclos, o que

pode diminuir a freqüência de falhas por fadiga. Cursos maiores também são

desejáveis, quando se bombeia fluidos gaseificados, para aumentar a taxa de

compressão da bomba de fundo, reduzindo a possibilidade de bloqueio de gás.

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Fig. 8-4 Unidade de Fig. 8-4 Unidade de bombeio ROTAFLEX sendo instalada na UN-RNCEbombeio ROTAFLEX sendo instalada na UN-RNCE

Na Fig. 8-4 vemos uma unidade de bombeio Rotaflex sendo instalada num

poço terrestre da bacia potiguar. A haste polida é acionada por uma cinta flexível de

alta resistência.

Geralmente, um motor elétrico aciona um redutor que, por sua vez, aciona

uma longa corrente a uma velocidade relativamente constante. A corrente gira ao

redor de uma roda dentada inferior que é fixada ao redutor e também gira ao redor

de uma roda dentada superior que está montada no topo de um alto mastro. (Veja
Figos. 8.5 e 8.6)

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16 ANEXOS16 ANEXOS

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