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respostas claras

e concretas
às suas perguntas

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CONHECER
A ASTROLOGIA

A ASTROLOGIA OCIDENTAL

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Os astros nas Casas

Vênus nas Casas I a VI
Dependendo da casa que ocupe, Vênus nos informa sobre os sentimentos de uma pessoa vividos

em sua vida social e material.

N a hierarquia celeste, Vênus vem logo depois de Mercúrio. Deve­
mos deduzir que o primeiro é superior
ao segundo? Não, pois esta não é a
mecânica do pensamento astrológico.
Ainda mais quando, antigamente, Vê­
nus não figurava na quarta posição na
hierarquia planetária, depois do Sol, da
Lua e de Mercúrio, mas sim em segun­
do lugar, depois de Saturno e antes de
Júpiter. Saturno representava a estagna­
ção ou a concentração extrema na ma­
téria, Vênus seguia-o logicamente re­
velando que a alma, representada pelo
círculo no símbolo de Vênus, es­
tá unida à Terra e à matéria, re­
veladas pela cruz deste
mesmo símbolo. Esta

cruz também é uma imagem do corpo
humano ou da árvore da vida, a cujo
tronco estamos todos ligados, pois se
trata do nosso tronco comum. Che­
gados a este estágio, o espírito ainda
não se manifestou. Só estamos no se­
gundo grau de evolução do ser. Esta
é a razão pela qual os sentimentos e
motivações, revelados por Vênus, têm
sempre um caráter primário e não são
constantemente saudáveis e serenos;

não esqueçamos que os ciúmes, a cóle­
ra, a inveja, o ódio, o desdém, o des­
prezo, o egoísmo e a angústia são tam­
bém sentimentos.

VÊNUS NA CASA I
Quanto mais perto Vê­

nus estiver do ascen­
dente, ou seja, mais
próximo da cúspide
da Casa I no mapa

astral, tanto mais os
^f sentimentos do indi-

víduo — cuja natureza é
revelada pelo signo que Vênus ocu­

pa — terão um lugar privile­
giado em sua vida pública, so­

cial e material.

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" ^ ■ ' ^ De fato, a tendência será para que
prevaleçam sistematicamente estes as­
pectos. Com o fim de saciar sua grande
necessidade de amor, será encantador,
simpático, atraente ou interessante.
Além disso, ao estar o ascendente em re­
lação com o aspecto e a aparência fí­
sica, o gosto pelo belo, o sentido de har­
monia, a necessidade de seduzir, e às
vezes, a pura beleza plástica estão mui­
tas vezes presentes nestas configuração.

VÊNUS NA CASA II
Ao apresentar certas

analogias com o
signo de Touro, a
Casa II, cujo re­
gente é Vênus,

encontra-se muito
^ confortável nesta po­
sição, revelando um in­

divíduo que se integra em seu meio na­
tural de forma sentimental, afetiva e
sensual.
No amor, sente a necessidade de se sen­
tir seguro a qualquer preço, de se con­
centrar, de desfrutar plenamente dos
sentimentos que tem e dos que nota que
os outros têm por ele. Às vezes, mostra-
se calculista. Neste caso, seus senti­
mentos podem ser interesseiros. Ou
então, ao contrário, tornam-no impre­
visível, com uma sede de prazeres que
o fazem viver acima de suas possibili­
dades. Então comete imprudências ou
erros de juízo de caráter financeiro.

VÊNUS NA CASA III
O indivíduo é pos­

suidor de senti­
mentos sinceros e
profundos, ou en­
tão um pouco su­

perficiais, instáveis,
em relação aos que

lhe são próximos.
De qualquer forma, tem necessidade de
estabelecer intercâmbios afetivos e fra­
ternais no meio social onde se movi­
menta. Gosta de estabelecer relações pri­
vilegiadas, baseadas em sólidas afinidades,
mas às vezes falta-lhe constância e fide­
lidade. Dotado de uma boa sociabilidade,

deixa-se seduzir facilmente e pode levar
uma vida amorosa dupla. Seu coração
tem tendência para ir de flor em flor.
Gosta de gostar, adora o flerte. Mas no
momento de ficar aqui ou ali, não se de­
cide. Sentimentalmente é, portanto,
muito influenciável ou instável.

VÊNUS NA CASA IV
Neste setor, Vênus

nos revela um in­
divíduo muito
unido sentimen­
talmente ao seu

ambiente familiar
natural, dependendo

inclusive dele. Quando
criança tentou ser o pólo de atração ex­
clusivo dos sentimentos dos pais ou
ocupou este espaço espontaneamente.
Sendo adulto, aspira a criar um lar con­
fortável, a viver em condições agradá­
veis e também, neste caso, a ser o cen­
tro de todas as atenções afetivas dos que
lhe são próximos. No entanto, isso pode
torná-lo suscetível, vulnerável ou an­
gustiado, pois o mínimo desgosto pode
lhe provocar sentimentos cruéis, doen­
tios ou revelar uma forte somatização.

VÊNUS NA CASA V
O astro do amor na

casa dos amores e
^ dos prazeres é evi­

dentemente uma
situação privile­

giada. Razão pela
qual a astrologia tra­

dicional considera esta
configuração como a do "grande amor"
possível no destino do nativo.
Mas juntamente com esta afirmação
obrigada, é óbvio que o indivíduo em

questão, dotado sem dúvida de uma
natureza muito agradável e simpática,
dá uma importância primordial em sua
vida aos sentimentos e aos prazeres,
que prevalecem sobre qualquer outra
consideração. A tal ponto que muitas
vezes tende a cometer excessos neste
campo. Também estão presentes ou­
tras características próprias do indi­
víduo pertencente a esta configuração,
como o grande amor que sente pelas
crianças e um sentido inato do esté­
tico.

VÊNUS NA CASA VI
O nativo aspira sim­

plesmente a inte-
grar-se de forma
tranqüila, serena
e sentimental na

vida de todos os
dias.

Gosta do amor e dos
prazeres quotidianos. Vive em um meio
muito bem definido. Tem tendência
para planificar ou mostrar uma extrema
reserva neste campo.
Por outro lado, sente uma necessidade
vital de estar motivado por suas ocu­
pações. Deseja trabalhar em condições
agradáveis e cômodas. Uma contrarie­
dade ou mal-estar no âmbito de suas ati­
vidades ou uma decepção sentimental
podem ter conseqüências nefastas para
sua frágil saúde. Às vezes duvida de seus
sentimentos e dos que os outros têm
por ele.

Sentimento ou afeto?
Etimologicamente, o sentimento é a
ação de sentir, enquanto o afeto deriva
do verbo fazer, que originariamente sig­
nificava "pôr", "colocar". Em latim, fa¬
cere empregava-se por exemplo no sa-
crum facere ("pôr ou colocar um
sacrifício" no altar). É daí que vem a ex­
pressão "fazer um sacrifício". Desta ma­
neira, o afeto é uma atitude que resulta
de uma influência que sofremos ou que
nos incita a fazer um sacrifício, en­
quanto o sentimento é uma ação que
deriva de uma motivação pessoal.

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2004

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