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COMENTÁRIO DO NOVO TESTAMENTO

Apocalipse

SIMON KISTEMAKER

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DKm m ÇiO:

EDIÇÃO:

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391 Apo calipse 10

trou a João para que comesse o pequeno rolo, cujo sabor era como o
mel, é um eco dos Salmos e dos Profetas (SI 19.10; 119.103; Jr 15.16;
Ez 2.8; 3.3-13).

Qual é o significado da expressão pequeno rolo? Alguns intérpre­
tes afirmam que a expressão aponta para o rolo que o Cordeiro tomou
da mão direita de Deus (Ap 5.1-9). Realçam que aqui o adjetivo pe­
queno perdeu seu sentido, visto que no grego a palavra rolo é por si só
um diminutivo. Aliás, alguns exemplos provam que um diminutivo às
vezes perde suas características.4 O contexto deste capítulo mostra
que João às vezes usa os termos rolo e pequeno rolo alternadamente
(ver vs. 2, 8, 9, 10). Esses intérpretes concluem que as duas palavras
significam a mesma coisa, e que não se deve dar demasiada importân­
cia a uma distinção entre o rolo em 5.1-9 e o pequeno rolo de 10.2, 9,
10.5 Mas a intenção de João é identificar os dois rolos mencionados no
capítulo 5 e no 10?

Notamos que com respeito a essas palavras João faz poucas dis­
tinções. Primeiro, ele escreve o termo livro na frase o livro da vida,
livro esse que contém os nomes do povo de Deus (3.5; 20.15). Ele
parece querer comunicar a idéia de que este é um volume todo-inclusi-
vo. Segundo, ele escreve a palavra rolo para o volume que está tão
cheio que tem de escrever de ambos os lados e no dorso (5.1). Com
este termo, ele parece dizer que o rolo é de considerável extensão.
Terceiro, ao usar a expressão pequeno rolo, ele chama a atenção
para um rolo não selado que permanece aberto na mão de um anjo
(10.2). A guisa de contraste, o rolo que o Cordeiro tomou da mão de
Deus era selado com sete selos. Quarto, se os dois rolos eram um e o
mesmo, então teríamos esperado João acrescentar o artigo definido
antes da palavra rolo, para alertar o leitor quanto às referências pré­
vias no capítulo 5, que não é o caso em 10.2 (“um pequeno rolo”).

4. Por exem plo, Hermas, Vision 2 .1 ,4 , mostra que as duas palavras gregas, biblaridion
e biblidion são sinônimas de biblion, e todas elas significam “pequeno rolo”.
5. Frederick D. Mazzaferri, The Genre o f the Book o f Revelation from a Source-Critical
Perspective, BZNW 54 (Berlin e Nova York: de Gruyter, 1989), pp. 265-79; Bauckham,
Climax o f Prophecy, pp. 243-57; e ver seu Theology o f the Book o f Revelation, New
Testament Theology (Cambridge: Cambridge University Press, 1993), pp. 80-84. David
E. Holwerda, ‘T he Church and the Little Scroll (Revelation 10,11)”, CTJ 34 (1999): 148-
61. Holwerda concorda com Bauckham e sugere que “ambos os rolos poderiam ser
coextensivos entre si e com o livro do Apocalipse depois da abertura dos selos.” (p. 153).

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A po c a lipse 10.1-4 3 9 2

Então, em 10.8, o artigo definido aparece (“o pequeno rolo”) se refe­
rindo a 10.2.6 A partir de uma perspectiva exegética, os argumentos
contra identificar os dois rolos são impressivos.7

Este pequeno rolo liga os capítulos 10 e 11. Seu conteúdo parece ser
o evangelho que a Igreja proclama ao mundo (11.3-7). A Igreja deve
profetizar a palavra de Deus e o testemunho de Jesus, que é exatamente
a razão pela qual João se encontra na ilha de Patmos (1.9). Em obediên­
cia ao mandato de Jesus de sermos testemunhas antes que venha o fim
(Mt 28.19, 20), este evangelho deve ser proclamado a “muitos povos,
nações, línguas e reis” (10.11).8 A tarefa das duas testemunhas, isto é,
a Igreja, é proclamar a mensagem de salvação em um mundo hostil
(11.3). O período durante o qual esta mensagem é proclamada “se re­
laciona não com o tempo da última trombeta, como muitos têm defendi­
do, mas com todo o período com o qual este livro se preocupa”.9

(1) Um A.njo Poderoso
10.1-4

1. E vi outro anjo poderoso descendo do céu, vestido de
uma nuvem. E o arco-íris estava sobre sua cabeça, e seu rosto
era como o sol, e suas pernas, como colunas de fogo.

Quando João escreve dizendo que viu outro anjo poderoso, ele já
não se encontra no céu, mas já está de volta à terra. Ele viu o anjo
descendo do céu à terra, e estava “em pé sobre o mar e sobre a terra”

6. Ver Robert H. M ounce, The Book o f Revelaion, ed. rev., NICNT (Grand Rapids:
Eerdmans, 1998), p. 202. A versão siríaca traz a expressão se p h râ d eh a y ê (o livro
da vida) em 3.5, e se p h r â também aparece em 20.12. A palavra k eth ã b h â (livro,
registro) aparece em 5.1 -9, poréjji no capítulo 10 consistentemente aparece a palavra
k eth ã b h ü n â (livrinho, panfleto, vs. 2, 8, 9 ,1 0 ). A Siríaca lança luz na relevância do
diminutivo livrinho.
1. David E. Aune, Revelation 1 -5 , WBC 52 A (Dallas: Word, 1997), p. xcix; Gregory K.
Beale (The Book o f Revelation: A Commentary on the Greek Text, NIGTC [Grand
Rapids: Eerdmans, 1998], p. 531) nota “o fato inflexível” deque a palavra biblaridion
ocorre somente aqui e, portanto, não pode ser destituído de importância.
8. Comparar Martin Kiddle, The Revelation o f St. John (reimp. em Londres: Hodder e
Stoughton, 1943), p. 167; R. H. Charles, A Critical and Exegetical Commentary on the
Revelation o f St. John, ICC (Edimburgo: Clark, 1920), 1.260; Charles R. Erdman, The
Revelation o f John (Filadélfia: Westminster, 1936), p. 99.
9. G R. Beasley-Murray, The Book o f R evelation, NCB (Londres: Oliphants, 1974),
p. 169.

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A série de Comentários do
Novo Testamento foi

preparada para o estudante
da Bíblia que deseja

profundidade e clareza.
Cada volume apresenta

introdução e esboço,
um a tradução crítica,

com entário e aplicação.

“Para m uitos leitores,
Apocalipse é um

mistério profético
que ultrapassa o

entendim ento hum ano.
Contudo,

neste últim o livro da Bíblia
Deus nos perm ite ver um

pouco de Cristo e da Igreja
no céu e sobre a terra -

e o que vemos
impressiona realm ente.”

(da Introdução)

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COMENTÁRIO DO NOVO TESTAMENTO

Apocalipse
“Para m uitos leitores, Apocalipse é um mistério profético

que ultrapassa o entendim ento humano. Contudo, neste ú lti­
mo livro da Bíblia Deus nos permite ver um pouco de Cristo e
da Igreja no céu e sobre a terra - e o que vemos impressiona
realmente.”

- da Introdução

Com pletando a série de Com entários do Novo Testamento,
Apocalipse proporciona um a visão abrangente de um dos mais desa­
fiadores livros da Bíblia. Cada ilustração, cada significado é analisa­
do na procura da essência da mensagem de Deus em seu últim o
livro para nós. Simon Kistemaker m ostra com grande habilidade
que o livro do Apocalipse, com sua rede complexa de simbolismo e
inspiradoras visões do céu, é um volume divinam ente construído
em que Deus revela a obra de suas mãos.

A série de Comentários do Novo Testamento foi preparada para
o es tudan te da Bíblia que deseja profundidade e clareza. Cada
volume apresenta introdução e esboço, um a tradução crítica, co­
m entário e aplicação.

Simon Kistem aker, Ph.D. (Free University, Amsterdam), é professor -
emérito de Novo Testamento do Reformed Theological Seminary. Além dós
comentários de sua autoria nesta série, escreveu Parabolas dç Jesus, desta
editora. O Dr. Kistemaker e a sua esposa Jean residem em Oviedo, na Flórida.

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