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Engenharia Civil - CEF 2013
Teoria e Questões
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AULA 10: ANÁLISE ORÇAMENTÁRIA


SUMÁRIO PÁGINA

1. INTRODUÇÃO 2

2. BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS (BDI) 6

3. COMPOSIÇÃO DE CUSTOS UNITÁRIOS 11

4. ORÇAMENTO SINTÉTICO E ANALÍTICO 14

5. ENCARGOS SOCIAIS 15

6. SINAPI 26

7. QUANTIFICAÇÃO DE MATERIAIS E SERVIÇOS 28

8. QUESTÕES COMENTADAS 33

9. QUESTÕES APRESENTADAS NESTA AULA 82

10. GABARITO 102

11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 102

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1. INTRODUÇÃO

Os orçamentos de obras públicas apresentam-se por meio de

planilhas, discriminadas nos seus diversos serviços com os

respectivos quantitativos, custos unitários e custos totais, e por uma

parcela, em geral, percentual, denominada Bonificação e Despesas

Indiretas (BDI) ou Lucro e Despesas Indiretas (LDI), composta por

itens percentuais. O custo total dos serviços acrescido da taxa de BDI

resulta no preço global da obra.

Em resumo, o orçamento de obra pública é composto pelos

seguintes custos: serviços a serem executados, incluindo-se a mão-

de-obra e os respectivos encargos sociais, equipamentos e materiais;

administração local (engenheiros, almoxarifes, vigias, mestres-de-

obra, encarregados, apontadores, entre outros); mobilização e

desmobilização; elaboração dos projetos executivos e as built,

conforme o caso; e despesas indiretas, agrupadas no BDI ou LDI, que

inclui: os tributos incidentes ao empreendimento (PIS, COFINS e

ISS); o rateio da administração central; despesas financeiras;

garantia; risco; e lucro.

A Tabela 1, abaixo, apresenta, de forma esquemática, a

estrutura de uma planilha orçamentária de obra pública:

Tabela 1: Estrutura de uma planilha orçamentária de obra

pública













Mobilização e Desmobilização

Canteiro de Obras

Administração Local

Serviços Discriminados

Impostos

Administração Central

Outros

Lucro

PREÇO FINAL (CUSTOS DIRETOS) X (1+BDI)

CUSTOS DIRETOS

BONIFICAÇÕES E DESPESAS

INDIRETAS (BDI)

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- Atrasos nos pagamentos absorvidos pela empresa.

- Falha no dimensionamento da mão-de-obra indireta.

- Reservas de contingência para furtos em obra, assaltos,

chuvas e inundações excepcionais, mudanças não previsíveis na

economia etc.



Gabarito: D



14) (57 – Metrô-SP/2012 – FCC) Para a orçamentação de

uma obra ou serviço, é comum a adoção de um percentual que

se adiciona aos custos diretos referente a todas as despesas

indiretas da Administração Central, as quais devem cobrir os

gastos de aluguel da sede, almoxarifado e oficina central,

salários e benefícios de todo o pessoal administrativo e

técnico, pro labore dos diretores, todos os materiais de

escritório e de limpeza, consumos de energia, telefone e água,

mais os tributos e o lucro. A esse percentual dá-se o nome de

(A) Margem de custo.

(B) Custos Indiretos.

(C) Lucro.

(D) Benefícios e Despesas Indiretas.

(E) Margem de preço.



De acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias, atual LDO/2013

(Lei 12.708, de 17 de agosto de 2012), art. 102, § 7º, a taxa de

rateio da Administração Central faz parte do BDI:

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“O preço de referência das obras e serviços de engenharia será

aquele resultante da composição do custo unitário direto do sistema

utilizado, acrescido do percentual de Benefícios e Despesas

Indiretas - BDI, evidenciando em sua composição, no mínimo:

I - taxa de rateio da administração central;

II - percentuais de tributos incidentes sobre o preço do serviço,

excluídos aqueles de natureza direta e personalística que oneram o

contratado;

III - taxa de risco, seguro e garantia do empreendimento; e

IV - taxa de lucro.“ (grifou-se)

Conforme vimos nesta aula, de acordo com o DNIT, a

Administração Central envolve os custos da sede da empresa

executora, tais como: honorários de diretoria, despesas comerciais e

de representação, administração central de pessoal, administração do

patrimônio, aluguéis da sede, comunicações, materiais de

expediente, treinamento e desenvolvimento tecnológico, viagens do

pessoal lotado na sede etc..

Gabarito: D





15) (65 – TRF2/2012 – FCC) Para o cálculo do BDI é

necessário previamente determinar as Despesas Indiretas.

Estes são gastos que não fazem parte dos custos da obra, mas

que são necessários para a sua execução. São basicamente

despesas da administração da sede da empresa, mais os

encargos financeiros do capital de giro necessários na

produção e os riscos envolvidos no empreendimento. Dentre

os gastos que compõem a administração, NÃO é correto citar

como componente para o cálculo do BDI:

(A) equipamentos, como computadores.

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De acordo com a tabela e analisando as unidades e

quantidades, o número mínimo de caçambas de entulho com

capacidade para 4 m
3
é

(A) 15 (B) 25 (C) 55 (D) 80 (E) 150

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10 – GABARITO



1) B 9) B 17) D 25) E

2) A 10) D 18) D 26) D

3) B 11) A 19) B 27) C

4) E 12) E 20) B 28) A

5) A 13) D 21) C 29) B

6) E 14) D 22) E 30) C

7) A 15) C 23) C 31) A

8) D 16) D 24) A



11 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



- Ávila, A. V., Librelotto, L.I., Lopes, O.C.. Orçamento de Obras.

Universidade do Sul de Santa Catarina – Curso de Arquitetura e

Urbanismo – Planejamento e Gerenciamento de Obras, 2003.



- Gonçalves, Cilene Maria Marques. Método para Gestão do Custo

da Construção no Processo de Projeto de Edificações.

Dissertação de Mestrado. USP, 2011.



- Limmer, Carl Vicente. Planejamento, Orçamentação e Controle

de Projetos e Obras. Rio de Janeiro: LTC, 1997.



- Mattos, Aldo Dórea. Como preparar orçamentos de obras: dicas

para orçamentistas, estudos de caso, exemplos. São Paulo.

Pini:2006.



- Tisaka, Maçahiko. Orçamento na Construção Civil –

Consultoria, Projeto e Execução. São Paulo: Editora PINI, 2006.

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