Download A Gruta das Orquídeas PDF

TitleA Gruta das Orquídeas
Author
LanguageEnglish
File Size1.0 MB
Total Pages324
Document Text Contents
Page 2

A GRUTA DAS ORQUÍDEAS



ROMANCE DO ESPÍRITO ANTÔNIO CARLOS
PSICOGRAFIA DA MÉDIUM

VERA LÚCIA MARINZECK DE CARVALHO


2007
Editora Petit




Sumário

Um lugar pitoresco 7
A surpresa 16
Os cinco 38
O estranho grupo 48
Planos 57
A Gruta das Orquídeas 68
Uma conversa interessante 77
Um socorro 88
Vingança traz sofrimento 99
A cidade em pânico 111
As histórias dos dois meninos 120
A ajuda da sensitiva 129
Os desencarnados do lago 141
O obsessor 157
A história de Gil 173

Page 162

Chegou em casa, pediu a Odete para chamar Ada e Francisco
e os três foram conversar com ele no escritório. Informou aos
empregados:
- Resolvi ter seguranças! A partir de amanhã teremos homens
a vigiar a casa e para atender o portão.
- Eu já não faço isso? — resmungou Francisco.
- Fazia, Francisco - disse o proprietário da casa com pena do
seu antigo empregado, mas se não era para confiar em
ninguém... continuou a falar: - Vamos mudar algumas coisas
por aqui. Amanhã virá o construtor com seus empregados;
eles aumentarão a altura do muro que cerca a casa e colocarão
grades nas janelas e mais trancas nas portas. Os portões serão
eletrônicos e haverá sistema de alarme por toda a casa. A
partir de amanhã, Nicolas não irá a lugar nenhum sozinho,
estará sempre acompanhado por mim ou por um de vocês três
e junto de um segurança. Ele pode ir à sorveteria com os
amigos, e vocês com o segurança deverão ficar esperando.
- Posso perguntar o porquê disso tudo? - disse Odete
desaprovando.
- Não pode perguntar, mas já que o fez, respondo: estou
somente tendo cautela. Não me importava comigo, mas agora
existe Nicolas e, com o aumento de seqüestros e violência, é
melhor prevenir.
- Que violência? Seqüestros aqui? - perguntou Odete.
- Não houve dois crimes recentemente? — indagou Ada.
- Vou achar muito ruim ter pessoas a andar pelo jardim
pisando nos canteiros - resmungou novamente Francisco.
- Você pede a eles para terem cuidado; se não tiverem, pode
chamar a atenção. A reforma será rápida.

Page 163

- Acho que não será mais a mesma coisa trabalhar aqui.
Seremos vigiados - falou Francisco se queixando.
- Já decidi! Somente os estou informando! - esclareceu o
senhor Nico aborrecido, não com o empregado, que achava
ter razão, mas com a atitude que teve de tomar e falou
suavizando: — Francisco, estou agindo certo. A polícia não
prendeu esses assassinos. Não quero me arrepender por não
me prevenir.
- Está bem, senhor Nico — conformou-se Francisco -, o
senhor deve estar certo. Nunca ninguém entrou nessa casa
sem ser anunciado, mas antes não havia assassinatos. Se o
senhor pode fazer isso tudo para se proteger, faça-o. Penso
nos outros pais com filhos ameaçados, pois todos os que têm
filhos com sete anos estão com medo. Eles não têm como ter
seguranças.
O senhor Nico resolveu não responder, achava que Francisco
estava certo. Luck havia sido contratado para prender esses
criminosos, mas não podia falar. E com certeza, muitos na
cidade pensariam como ele.
- E que faço com eles, com esses seguranças? Eles farão as
refeições aqui? Onde vão dormir? - perguntou Odete,
demonstrando também estar aborrecida.
- Amanhã, quando chegarem, resolveremos isso. Acho que
poderão almoçar ou jantar, mas dormir não. Os que ficarem à
noite somente vigiarão. Francisco, venha me ajudar, vou
colocar a cama de Nicolas no meu quarto, ele passará a dormir
comigo.
- E eu, onde dormirei? - perguntou Ada.
- Você não usa o quarto da esquerda para se vestir? Dormirá

Page 323

casa. Se depois perceber que há necessidade, contrataremos.
Peça somente para o proprietário da escola de línguas nos
mandar alguém por uns dias e por algumas horas para ensinar
Elisabeta, que Nicolas chama de Lisa, e vamos chamá-la
também. Acho que a entenderemos, já tivemos experiência
com Nicolas e depois ele fala a mesma língua de sua irmã.
Agora vou contar ao meu neto a novidade.
- Mary - eu disse — acho que agora devemos ir embora.
Abraços foram trocados, despedimo-nos prometendo nos ver
novamente. Lilian, Niquinho e Eva foram para perto das
crianças. Íamos volitar, mas Mary me segurou e pediu:
- Vamos ficar somente mais um pouquinho! Quero ver o avô
contar ao neto a novidade.
Ficamos levitando a alguns metros sobre o jardim. As crianças
estavam em volta de uma mesa, onde fora servido um lanche.
Tinha uma enorme travessa com pipoca e eles brincavam de
jogar pipoca um no outro. O trio: Lilian, Niquinho e Eva os
olhavam com carinho. O senhor Nico com seu modo peculiar
de andar foi ao encontro do neto gritando:
- Nicolas! Nicolas!
As crianças pararam, ficaram imóveis olhando o dono da casa
se aproximar. Nicolas também parou. Talvez esperassem uma
bronca por estarem jogando pipocas pelos ares.
- Nicolas, meu netinho, nós vamos na semana que vem buscar
sua irmãzinha! Lisa virá morar conosco! Ficará
definitivamente morando aqui! Serei o avô dela!
O menino não sabia o que fazia de tanto contentamento. Deu
pulos, bateu palmas e seus olhos brilharam.
O senhor Nico pegou pipocas e jogou nas crianças e falou:

Page 324

- Quero ver quem acerta uma na minha boca!
E abriu a boca. As crianças se olharam desconfiadas como não
acreditando que o avô do amiguinho quisesse brincar. Mas,
como foram atingidas pelas pipocas, devolveram a
brincadeira.
Nicolas pulou no pescoço do avô, abraçando-o forte. Nossos
amigos desencarnados choraram emocionados e felizes.
Depois de guardar em nosso coração a imagem do avô
rodando com o neto no colo debaixo de uma chuva de
pipocas, Mary e eu volitamos.

Similer Documents